Instituto de Gerenciamentos de Projetos

GP em PMEs - Por que não ?

Pessoal, desculpe pelo afastamento, mas esta semana novamente problemas pessoais  tomaram todo o meu tempo deixando de postar diversas matérias sobre gerenciamento de projetos e afins.
Bem vamos ao que interessa. No último post, comecei a contar a história do Charlie (nome fictício) e seu problema com um projeto mal-sucedido, porém dois dias após postar ele me ligou muito bravo, e me pediu para não terminar a história, pois ele queria esquecer isto. Disse à ele que pensaria no assunto, estou tentando convencê-lo que isso que aconteceu com ele nada mais é do que uma lição aprendida, mas ele continua irredutível. Não desistirei acreditem, espere mais um pouco e me comprometo a terminar de contar a história.
Bom enquanto isso vamos falar sobre projetos. Há cerca de uns 15 dias iniciei uma discussão no LinkedIn, com o seguinte tema: “Por que médias e pequenas empresas não "levam a sério" o GP, falta de maturidade, demanda financeira, falta de conhecimento, ou outro fator?”. (clique no link para acessar a matéria completa, somente para inscritos no grupo Gerenciamento de Projetos, no LinkedIn:
Após muita discussão sobre o assunto, em que alguns diziam que o problema era custo, outros falta de maturidade da organização e até humana e ainda a simples e pura ignorância, etc.
Cabe destacar nesse post um debate que tive com o professor Farhad, sobre ter ou não um gerenciamento de projetos nas PMEs, inclusive com apresentação de case vivido por mim, ele a favor de se contratar consultorias externas (outsourcing) para fazer o gerenciamento (coisa que está corretíssimo, pois o que interessa é ter uma melhor prática aplicada) e eu querendo defender a implantação do escritório de projetos na organização, mas ambos chegamos à conclusão que tudo depende da visão estratégica da empresa.
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A visão estratégica deveria obedecer ao seguinte paradigma, no caso de gerenciamento de projetos: se a empresa não tem competência para gerenciar projetos, não se acanhe, procure fora (outsourcing), se houver muitos projetos (vocacional) pense seriamente em adotar um escritório de projetos, senão ela desaparecerá. Tom Peters descreveu bem isso: “Nos próximos 20 anos, todo o trabalho dos executivos do planeta será desenvolvido por meio de projetos.”. Isso é maturidade.
Convido a todos a participar do grupo “Gerenciamento de Projetos” no LinkedIn.
Um abraço a todos.

O Projeto Fatal - 1ª parte

Bem como prometido vou descrever uma história que aconteceu com um amigo na empresa em que ele trabalhava, antes quero destacar algumas coisas, primeiro, não vou divulgar o seu nome real, usaremos a alcunha de Charlie, e nem da empresa em que ele trabalha (ele esta lá até hoje), pois se eu fizesse isso ele nunca me perdoaria, segundo, os fatos aconteceram mesmo, se o que descreverei aconteceu com você também, pode acreditar é mera coincidência. Mas vamos à história.
Eu conheci o Charlie num curso de introdução as boas práticas em gerenciamento de projetos, ele me pareceu a primeira vista, meio perdido, conforme me confidenciou depois, que nunca ouvirá falar de gerenciamento de projetos, ele me disse que o diretor da empresa leu numa revista que aquilo era o futuro, que as empresas que teriam sucesso em longo prazo teriam que adotar, então decidiu “bancar um curso” sobre o assunto.
Ele é um cara muito legal fizemos amizade muito rapidamente, pois além de morarmos perto, voltávamos junto no mesmo ônibus, faziamos parte do mesmo grupo de trabalho, fora as cervejas que tomávamos após as aulas com o pessoal do curso.
Numas dessas cervejadas pós-aulas, estávamos falando sobre a experiência de cada um em gerenciamento de projetos, uma amiga (trabalhávamos juntos em uma empresa) disse que achava gerenciamento de projetos o futuro, outra disse que era a profissão que mais oferta teria no mercado, mas a melhor foi a resposta do Charlie, ele disse: “- Cara pra mim esse negócio de projeto era coisa de arquitetura, engenharia, nem imaginava que era isso que tô aprendendo.”
As semanas passaram, o curso foi chegando ao seu final, e o Charlie continuava mais perdido que cupim em metalúrgica, mas, ele se formou, primeiramente porque era um cara esforçado e também muito esperto, pois o tal diretor havia dito que se ele não fosse aprovado no curso, não precisaria nem vir trabalhar no dia seguinte. (palavras dele)
Bem, após o curso mantivemos contato com todo o pessoal, havíamos fortalecido um networking, em que pelo menos uma vez por mês se reuníamos para a tal cervejada, agora pós-trabalho.
Nessas cervejadas o Charlie vivia reclamando que a pior coisa que havia feito na vida foi ter ido a esse curso, o diretor dele determinou que tudo fosse baseado em projetos, ele tinha até que ministrar aulas sobre as “áreas do conhecimento” para o pessoal da empresa. Isso me deixou muito preocupado, pois o Charlie não era lá muito didático, mas até ai tudo bem.
Passados alguns meses, recebi uma ligação do Charlie pedindo ajuda, pois o maior projeto da empresa estava afundando e ele seria nomeado oficialmente o capitão do barco, ou seja, ele iria afundar junto. Falei para ele ficar calmo e que nos reuniríamos para tomar conhecimento do que estava acontecendo e qual seria a melhor estratégia a usar.
Bem chamei o pessoal do curso para se reunir, e o Charlie expôs o seu projeto.

No próximo post continuarei com a história...

P.S.: Charlie desculpe...rrrsssss

O ressuscitador de Projetos - Parte 1

Vi dias atrás em um grupo do Linkedin sobre projetos (Gerenciamento de Projetos) um post que me chamou a atenção, ele era fazia a seguinte pergunta:


- “Tenho um projeto de 2 anos que ainda não tem um escopo totalmente definido, por isso pensei em usar o SCRUM e ter entregáveis a cada 3 meses. Alguém já trabalhou em algo assim? Sugestões?”


Dentre diversas respostas algumas afirmavam que o problema estava localizado no escopo mau definido. O professor Farhad Abdollahyan, descreveu com muita autoridade sobre a sequência lógica de gerenciamento de projeto para se chegar ao cronograma do projeto: Termo de Abertura => Identificação de Stakeholders => Coleta de Requisitos => Definição de Escopo e EAP => Estimativa de Recursos, Custos e Durações das Atividades => Cronograma e Orçamento => Plano de Gerenciamento de Projeto e Linha de base de desempenho (Project Performance Baseline). Ele também afirma que independente da “metodologia” sendo ela ágil ou não, pois em ambas devemos saber aonde queremos chegar (visão) em termos macro, pelo menos, pois sem isso o projeto nunca acabará.

O SCRUM são bons para “time-boxing” ou seja definir funcionalidades (feature-boxing) a serem entregues não está possível ou desejável. Um exemplo pode ser o cliente desejando resultados incrementais ao invés de uma visão toda em Big-Bang.
Então temos o seguinte, o executor do projeto e o cliente/usuário definem paralela e simultaneamente os requisitos (demanda, documentada e formalizada) e o escopo (oferta, isto é a solução em termos de entregas) em ondas sucessivas, ou seja, progressivamente.

Outro colega, Douglas Braga, PMP, deu destaque as seguintes questões:

- O que é este Projeto? 
- Por que existe este projeto? 
- Quais são os objetivos desde projeto? 
- Quais são as expectativas de todos os envolvidos? 
- Quais são os Requisitos Detalhados para atender todas as expectativas?
- Quais serão os produtos deste projeto que irão atender a estes requisitos, ou seja, qual será a solução para esta encrenca? 

As respostas vão fazer com que você chegue bem perto do escopo do projeto.

Ele dá uma saída a essa questão dizendo o seguinte: “Time-Boxing ou Feature-Boxing irão te ajudar a entregar coisas durante o Projeto, o que irá ajudar a evitar as solicitações de mudança, pois o usuário terá menos tempo para pensar em coisas que ele quer”.
 
À vista de tudo o que foi descrito por todos chegamos a conclusão que abrangem muitas discussões nos fórum e redes profissionais em GP: Qual metodologia adotar?
Bem isso independe, se for Waterfall ou Agile, o que conta realmente é um escopo bem definido. Isso está claro ?

No próximo post vou descrever um case que ocorreu na empresa de um colega de profissão. Até lá...

Abraços 

Gerenciamento de RH - o fator humano

Em minha experiência e também após leitura de diversos artigos sobre o assunto RH, visualizei que tudo é baseado (ou pelo menos uma grande parte) no fator comportamental, um site especializado em RH (www.rh.com.br) fez uma matéria fantástica sobre o assunto, ela descreve a grande dificuldade de se mudar o comportamento.
“A gestão de RH tem por finalidade de selecionar, gerir, e nortear os colaboradores na direção dos objetivos e metas da organização ou negócio, no nosso caso “projeto”.
Em projetos o gerenciamento de recursos humanos inclui os processos que organizam e gerenciam a equipe do projeto. A equipe do projeto é composta de pessoas com papéis (funções) e responsabilidades atribuídas para o término do projeto. Embora seja comum falar-se de papéis e responsabilidades atribuídos, os membros da equipe devem estar envolvidos em grande parte do planejamento e da tomada de decisões do projeto. O envolvimento dos membros da equipe desde o início acrescenta especialização durante o processo de planejamento e fortalece o compromisso com o projeto. O tipo e o número de membros da equipe do projeto muitas vezes podem mudar conforme o projeto se desenvolve.
Os processos de gerenciamento de recursos humanos do projeto incluem: 
1. Planejamento de recursos humanos – Identificação e documentação de papéis, responsabilidades e relações hierárquicas do projeto, além da criação do plano de gerenciamento de pessoal. 
2. Contratar ou mobilizar a equipe do projeto – Obtenção dos recursos humanos necessários para terminar o projeto. 
3. Desenvolver a equipe do projeto – Melhoria de competências e interação de membros da equipe para aprimorar o desempenho do projeto. 
4. Gerenciar a equipe do projeto – Acompanhamento do desempenho de membros da equipe, fornecimento de feedback, resolução de problemas e coordenação de mudanças para melhorar o desempenho do projeto. 
Esses processos interagem entre si e também com processos nas outras áreas de conhecimento. Cada processo pode envolver esforço de uma ou mais pessoas ou grupos de pessoas, dependendo das necessidades do projeto. Cada processo ocorre pelo menos uma vez em todos os projetos e também em uma ou mais fases do projeto, se ele estiver dividido em fases. 
A escolha dos colaboradores do projeto precisa ser feita com muita cautela, pois o comprometimento de todos em alcançar os objetivos minimiza o risco de insucesso. As variáveis para o insucesso de um projeto são tantas que o gerente de projetos precisa de uma equipe competente, unida, comprometida e disposta a superar todos os eventos negativos, possibilitando o cumprimento dos objetivos do projeto (tempo, escopo, custo e qualidade).
Mas lembre-se um plano de gerenciamento é mutável, sempre vai ocorrer mudanças, ora por falta de recursos especializados, ora por determinação dos sponsors, ou qualquer outro fator, por isso fazer uma equipe coesa e de confiança é fator crítico de sucesso, mas leve em consideração que é quase sempre impossível ter a pessoa certa no lugar certo (dentro do projeto) e que também somos humanos e por isso passíveis de erros, cabe ao gerente de projeto tratar essa anomalia. Tenha em mente o fator humano existe, não somos máquinas.
Abraços a todos e até o próximo post. 

Competências - a importância da escolha

Olá pessoal, no primeiro post do ano vou deixar de lado a parte técnica do GP e falar sobre uma conversa que tive com um dos maiores gerentes que conheço, tenente coronel Roberval Ferreira França, ele é o chefe de inovação e pesquisa da área de telemática da Polícia Militar de São Paulo, ele foi um dos responsáveis pelo case da PM em ITil® V3 (o primeiro e até o momento único a ser reconhecido mundialmente seguindo todos os processos das melhores práticas) nessa conversa falamos sobre a importância de se ter competência no desenvolvimento de sua carreira, na maturidade da organização ou negócio.
A conversa se iniciou quando o coronel Roberval, então diretor da área aonde eu trabalhava, me indagou aonde eu queria chegar, como eu me veria daqui a 8 anos.
Respondi que gostaria de ser um bom gerente, com um amplo conhecimento técnico, capaz de tocar um departamento de forma que ele não só crie valor mas inteligência à organização.
Ele ficou interessado na resposta e me contou um história que descreverei a seguir:
- Wagner, quando ministrava aula um aluno me perguntou que carreira deveria escolher a de analista ou administrador de sistemas, respondi que se ele quisesse ser um ótimo técnico, que tivesse alto conhecimento de linguagens de programação, ele deveria optar pela carreira de analista de sistemas, mas, se ele quisesse "mandar" nesse analista, ele deveria ser administrador de sistemas. O aluno não teve dúvida que carreira seguir. (risos)
Ele continuou a me falar sobre a importância de se ter competência e descreveu de forma muito simples como obtê-la.
- Hoje tenho visualizado que as pessoas tem buscado conhecimento, desenvolvendo habilidades, mas está faltando atitude, e isso é o diferencial entre os profissionais comuns e os grandes. Atitude hoje está em falta no mercado, as grandes empresas buscam líderes, e um dos itens de destaque, que tem que estar nesse perfil é a atitude, ela com certeza fará a diferença! A atitude se resume na adoção e observação das pequenas coisas, por exemplo se alguém estiver precisando de ajuda, no sentido amplo da palavra, não espere ela lhe pedir, procure contribuir antes. Todos nós dependemos um do outro. Ninguém é capaz de prever absolutamente nada; as circunstâncias, o momento é imprevisível. A melhor maneira de viver é servindo ao próximo, sem a menor discriminação, preconceito.
Após tudo o que ele me disse comecei a buscar exemplos, e um dos maiores que existe é o que aconteceu a alguns anos com uma pequena empresa chamada Apple e um senhor chamado Steve Jobs, em 1985 ele foi forçado a deixar a Apple pelo conselho administrativo, ele fundou uma outra empresa (NeXT) e logo depois adquiriu, por R$ 5 milhões, a Pixar de George Lucas, produziu a primeira animação totalmente computadorizada da história (Toy Story) e passado alguns anos mais precisamente em 2006 vendeu a Pixar aos Estúdios Walt Disney pela bagatela de U$ 7,4 bilhões, só isso já demonstra o que Jobs fez pelos negócios, mas em 1996 ele demonstraria o porque é competitivo, a Apple, adquiriu a NeXT e fez com que ele se transformasse em consultor (1997), note a Apple havia vendido 40% de suas ações a rival Microsoft, para evitar a sua falência.
Em 1998 ela lançou o revolucionário IMac que tinha desing inovador e material utilizado (plástico translúcido e colorido), outros produtos fazem parte do catálogo da marca como o MacAir, Ipod, etc. mas o grande salto veio depois de 9 anos, com o IPhone, que até hoje é sinônimo de inovação, funcionalidade e desing, e recentemente o IPad, que só nesse ano de 2010 vendeu 5 milhões de unidades. Tudo isso se deve a competência de Steve Jobs. Que foi afastado da empresa que criou para voltar e se tornar no ícone de nossa época.
Ah, a Apple readquiriu as ações vendidas à Microsoft. Também mudei minha visão de futuro sobre aonde quero estar daqui a 8 anos. (risos)

Espero que tenham gostado da história, no próximo post falarei sobre o gerenciamento de recursos humanos.

Abraços

2011 - O Ano dos Projetos

Bem pessoal esse é o ultimo post do ano de 2010, e como não poderia ser diferente gostaria de agradecer o pessoal que acessou o site, e principalmente aos amigos, que sempre deram força nesse projeto que foi escrever o blog, não foi fácil devidos a diversos problemas que encontrei durante esse ano tanto do lado profissional, que tomou muito tempo de minha vida, como também do lado pessoal, que não poderia ser abandonado, e como na vida temos que ditar prioridades optei por deixar de lado o nosso espaço.
Bem, mas como bom gerente temos que fazer o tempo trabalhar para nós, e não o contrário. Assim sendo decidi  que no ano de 2011 postarei pelo menos duas vezes por semana, sem falta...pelo menos espero.
Neste último post do ano, quero desejar a todos um ano de 2011 cheio de sucesso e meta cumpridas, que ele também seja repleto de saúde, união, harmonia e paz.
Nós que fomos "mordidos" pelo bichinho do gerenciamento de projetos sabemos que 2011 é o ano, esse profissional será mais do que nunca, importantíssimo para as empresas que querem se destacar, e, imprescindível à aquelas que querem sobreviver.
O ano de 2011 será o ano do novo governo, novas tecnologias e porque não oportunidades. Aproveite. 

Feliz Ano Novo a todos !

Gerenciamento de Custos, aonde projetos falham.

Hoje, 21/12/2010, acessei a net e me deparei com a seguinte noticia no site do UOL (http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/12/21/governo-assina-autorizacao-para-terceira-etapa-das-obras-do-mineirao.jhtm), achei muito interessante pois segundo a notícia o “projeto está na 3ª etapa (fato raro, tratando de obras públicas). Bem mas vamos ao fato que interessa, a notícia descreve como as etapas anteriores do projeto foram cumpridas (segundo cronograma definido pela FIFA), e que se iniciará a terceira e mais complicada etapa, mas o que realmente me chamou a atenção foi o valor estimado do projeto R$ 743,4 milhões.
Gostaria de aproveitar e descrever a importância do gerenciamento de custos do projeto (haja vista o valor), que inclui os processos envolvidos em planejamento, estimativa, orçamentação e controle de custos, de modo que seja possível terminar o projeto dentro do orçamento aprovado. O PMBok® descreve o o seguinte:
Estimativa de custos  – desenvolvimento de uma estimativa dos custos os recursos necessários para terminar as atividades do projeto.
Orçamentação – agregação dos custos estimados de atividades individuais ou pacotes de trabalho para estabelecer uma linha de base dos custos. 
Controle de custos – controle dos fatores que criam as variações de custos e controles das mudanças no orçamento do projeto. 
Todos esses item tem as suas variáveis (entradas, ferramentas e técnicas e as saídas)
Esses processos interagem entre si e também com processos nas outras áreas de conhecimento. Cada processo pode envolver esforço de uma ou mais pessoas ou grupos de pessoas, dependendo das necessidades do projeto. Cada processo ocorre pelo menos uma vez em todos os projetos e também em uma ou mais fases do projeto, se ele estiver dividido em fases. 
O gerenciamento de custos do projeto trata principalmente do custo dos recursos necessários para terminar as atividades do cronograma. No entanto, o gerenciamento de custos do projeto também deve considerar o efeito das decisões do projeto sobre o custo de utilização, manutenção e suporte do produto, serviço ou resultado do projeto. Por exemplo, a limitação do número de revisões de projeto pode reduzir o custo do projeto à custa de um aumento nos custos operacionais do cliente. Essa visão mais ampla do gerenciamento de custos do projeto muitas vezes é chamada de estimativa de custos do ciclo de vida. A estimativa de custos do ciclo de vida, juntamente com técnicas de engenharia de valor, pode aprimorar a tomada de decisões e é usado para reduzir o custo e o tempo de execução e para melhorar a qualidade e o desempenho da entrega do projeto. 
O gerenciamento de custos do projeto considera as necessidades de informação das partes interessadas no projeto. Diferentes partes interessadas irão medir os custos do projeto de diferentes maneiras e em momentos diferentes. Posso citar como exemplo: o custo de um item adquirido pode ser medido quando a decisão de aquisição é tomada ou lançada, o pedido é colocado, o item é enviado e o custo real é incorrido ou registrado para fins de contabilidade do projeto. 
Embora não esteja mostrado aqui como um processo distinto, o trabalho envolvido na execução dos três processos do gerenciamento de custos do projeto é precedido de um esforço de planejamento da equipe de gerenciamento de projetos. Esse esforço de planejamento faz parte do processo. Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto, que produz um plano de gerenciamento de custos que determina o formato e estabelece os critérios para planejar, estruturar, estimar, orçar e controlar os custos do projeto. Os processos de gerenciamento de custos e suas ferramentas e técnicas associadas variam de acordo com a área de aplicação, geralmente são selecionados durante a definição do ciclo de vida do projeto e são documentados no plano de gerenciamento de custos. Por exemplo, o plano de gerenciamento de custos pode estabelecer: 
• Nível de precisão: Os custos estimados das atividades do cronograma serão arredondados até uma precisão definida (por exemplo, $100, $1.000), com base no escopo das atividades e na extensão do projeto, e podem incluir uma quantia para contingências.
• Unidades de medida: São definidas todas as unidades usadas nas medições, como equipe-horas, equipe-dias, semanas, preço global, etc., para cada um dos recursos. 
• Ligações entre procedimentos organizacionais: O componente da EAP (WBS) usado para a contabilidade de custos do projeto é denominado conta de controle (CC). A cada conta de controle é atribuído um código ou um número de conta que é ligado diretamente ao sistema de contabilidade da organização executora. Se as estimativas de custos dos pacotes de planejamento forem incluídas na conta de controle, o método para os pacotes de planejamento de orçamentação será incluído. 
• Limites de controle: Os limites de variação dos custos ou outros indicadores (por exemplo, pessoa-dias, volume de produto) em pontos de tempo designados ao longo do projeto podem ser definidos para indicar a quantidade definida de variação permitida. 
• Regras do valor agregado. Três exemplos: 
1) São definidas as fórmulas de cálculo do gerenciamento de valor agregado para a determinação da estimativa para terminar;
2) São estabelecidos os critérios de crédito de valor agregado (por exemplo, 0-100, 0-50-100, etc.); e
3) Definir o nível da EAP no qual será realizada a análise da técnica do valor agregado. 
• Formatos de relatório: São definidos os formatos dos diversos relatórios de custos. 
• Descrições de processos: São documentadas as descrições de cada um dos três processos de gerenciamento de custos. 
A relação entre escopo, tempo, qualidade e custo de um projeto é muito tênue, pois sempre que uma delas difere do planejado, o resultado é alterado. Na maioria das vezes as variações são inevitáveis, embora algumas sejam positivas e outras negativas. Cabe ao gerente de projetos estimular as variáveis positivas e suprimir as variáveis negativas.
Ex: Um escopo mal planejado pode aumentar o ciclo de vida do projeto que conseqüentemente irá aumentar o custo do projeto. Caso esta situação ocorra com um prestador de serviços o resultado financeiro planejado terá uma variação negativa. No entanto se for possível reduzir o ciclo de vida de um projeto, atendendo ao escopo planejado, os custos irão variar positivamente aumentando o resultado financeiro do prestador de serviços. Não seja a vítima !

Tempo: uma quetão de começo, meio e fim.

Pessoal, hoje estava pesquisando na net e me deparei com uma matéria muito boa sobre o gerenciamento de tempo (mesmo sendo da 3ª edição),  escrita pelo sr. Lucas Marques da Silva, gostaria de transcrevê-la, ela está disponivel no link:
 http://www.ietec.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/409
acesse o site e boa leitura a todos.
 


Resumo

O Gerenciamento do Tempo ou Prazo em Projetos, que o PMBOK define como sendo “os processos necessários para realizar o término do projeto no prazo estimado”, cuja importância procura tratar este artigo, normalmente tem destacada influência para o êxito dos projetos e, portanto, na grande maioria deles, demanda cuidados constantes de gestão, desde o planejamento até a entrega final.
Assim, como não poderia deixar de ser, requer disciplina e controle eficiente, para permitir corrigir em tempo hábil os possíveis problemas com prazos, objetivando impedir que se tornem graves e, muitas vezes, irreversíveis no decorrer da execução dos projetos.
Serão destacadas algumas questões importantes sobre as estimativas de tempo e a necessidade de, cada vez mais, buscar conhecer, aprimorar e aplicar as boas práticas recomendadas para tentar evitar ou, pelo menos, minimizar os atrasos nas entregas dos projetos.

1. Introdução

A gestão do tempo em projetos e sua importância são incontestáveis, exigindo índices altos de acertos e que, portanto, as estimativas referentes às atividades fiquem dentro de margens de erro cada vez menores.
Os atrasos na conclusão dos projetos são normalmente danosos aos mesmos, pois, além de quase sempre comprometer o custo, retardam a entrega dos seus produtos e, consequentemente, a disponibilidade de iniciar a utilização dos mesmos e/ou entrarem em operação; sendo que, pode-se afirmar, genericamente, que o custo de um equipamento parado, sem produzir, é muito maior que o custo do gerenciamento do projeto para viabilizar a sua entrada em operação.
A pergunta chave, inerente ao tempo de execução dos projetos, que é normalmente feita é: "Por que nenhum projeto consegue terminar no prazo previsto?".
Embora essa questão, conforme colocada acima, seja apenas um paradigma da execução de projetos, o que se observa na prática é que não deixa de ser uma verdade que um número significativo de projetos realmente é concluído com atraso. Num estudo feito pelo Standish Group Internacional, avaliando projetos de TI, foi levantado que 88% dos projetos apresentam atrasos no cronograma, sendo que, a média do atraso em relação ao cronograma inicial é de 222% (PMnetwork, abril/2002).
O problema com o prazo de execução é que está essencialmente ligado uma “previsão” feita, que pode ser “prazo previsto”, “prazo estimado”, “prazo planejado”, etc. Estas previsões são feitas durante a fase de planejamento do projeto, ou seja, antes da execução efetiva do projeto. Sabemos que as “previsões”, como o próprio nome indica, estão sujeitas a não ocorrerem 100% da forma esperada e que, mesmo para os mais experientes planejadores, o acerto total é pouco provável de ocorrer.
Não obstante, para elaborarem-se os planejamentos, será sempre imprescindível estimar-se os prazos das atividades. Portanto, devemos procurar fazer previsões com altas probabilidades de ocorrer, visando obter os maiores índices de acertos possíveis. Uma situação é estimar 15 dias para execução de uma atividade e esta vir a ser realizada em um, dois ou três dias a mais; bem diferente seria levar, por exemplo, 25 a 30 dias ou mais para executá-la. 
A utilização de metodologias eficientes e boas práticas são imprescindíveis para se atingir um índice satisfatório no cumprimento de prazos nos projetos.

2. Estimando o Tempo das Atividades na Elaboração de Cronogramas

Quanto maior for o tempo gasto com planejamento em todas as fases do ciclo de vida do projeto, maiores as chances de sucesso do mesmo (Cleland, 1999). Assim, elaborar a programação do projeto ou o cronograma do projeto, como é mais conhecido, é uma atividade que deve demandar tempo e esforço condizentes com sua importância para os projetos.
O cronograma deve ser elaborado com criterioso cuidado e a partir de previsões que sejam as mais fundamentadas possíveis; o que nem sempre ocorre: muitas vezes, os cronogramas são elaborados considerando marcos contratuais, de faturamento ou de entrega, pré-acordados, sem que seja feita uma análise adequada, para verificar a viabilidade real da sua execução.
Nestes casos, os planejamentos esboçam muito mais um desejo ou uma meta a ser perseguida, ou até mesmo imposta, não sendo necessariamente uma estimativa consciente e viável de ser alcançada e o seu cumprimento pode tender a ser um insucesso.
Quanto mais audaciosos forem os prazos estimados em um projeto, tanto maior será a possibilidade de haverem atrasos. Portanto, deve-se evitar considerar no planejamento prazos excessivamente justos e/ou arrojados.
Um equívoco bastante comum quando se elabora um cronograma é quanto à disponibilidade considerada para os recursos do projeto. Na prática, verifica-se que o tempo real de produção, em um dia normal de trabalho, é em torno de 60% a 75%. Diversas atividades pessoais, fisiológicas e profissionais (reuniões, treinamentos, participação em eventos, etc.), dentre outras, impedem uma dedicação integral das pessoas nos projetos.
A seguir, resumimos algumas considerações e ações importantes, que podem ser úteis para auxiliar nos planejamentos e estimativas dos projetos:
- Examinar e consolidar bem o escopo antes de estimar os prazos do projeto;
- Não tentar enganar a si mesmo e nem a outros, fazendo planejamentos inviáveis que sabe que não podem ser realizados;
- Não aceitar o impulso de estimar os prazos do projeto com base no prazo desejado;
- Verificar informações históricas de outros projetos anteriores e similares, para ter como base ao estimar os prazos de um novo projeto;
- Os recursos considerados no projeto devem possuir disponibilidade real;
- A elaboração do cronograma deve envolver preferencialmente toda a equipe e representar um consenso geral; depois de concluído, o mesmo deve ser bem divulgado, para se tornar do conhecimento de todos os envolvidos e contar com o comprometimento dos mesmos.
- Procurar envolver ao máximo também os clientes, não só no planejamento, como também na execução do projeto;
- Obter o máximo de informações inerentes às condições para a execução do projeto (cultura de trabalho do cliente, suas normas de segurança, de projeto, de obra e outras praticadas; acordos sindicais vigentes no local da execução do projeto; calendário religioso/festivo e outros costumes, regionalidades ou leis locais que possam afetar o desenvolvimento do projeto);
- Analisar e considerar no planejamento os riscos do projeto;
- Monitorar a execução do projeto e adequar o cronograma sempre que for preciso;
- Promover ações efetivas, envolver e incentivar a equipe para recuperar o cronograma, quando forem identificados atrasos.
A duração “desejada” do projeto não deve determinar as previsões de duração individuais das atividades. As soluções e formas estratégicas para redução do prazo do projeto, para atender ao requerido pelo sponsor ou pelo cliente, por exemplo, poderão vir a ser trabalhadas posteriormente, se necessário, após serem concluídas as estimativas dos tempos de durações das atividades do projeto e ficar bem conhecido(s) seu(s) caminho(s) crítico(s).
Não é uma novidade para os profissionais de planejamento a afirmação de que as durações planejadas, normalmente, apresentam distorções com relação às durações reais realizadas durante o projeto. Alguns fatores contribuem para isto, tais como:
- Trabalhos executados com informação equivocada ou mesmo de forma errada, que precisam ser refeitos, implicando em tempo adicional para concluir as atividades;
- Considerar um recurso sendo utilizado durante um determinado tempo ou período e, na prática, o tempo de utilização real ou eficaz ser inferior ao esperado;
- Estimar-se um tipo de recurso e na hora utilizar-se outro (p. ex.: quando um profissional experiente que estava previsto para executar uma determinada atividade é substituído, seja por qual for o motivo, por outro menos experiente ou que possui um perfil menos adequado);
- Contingências não previstas no planejamento (greves; atrasos na entrega de materiais, equipamentos ou ferramentas; chuvas, geadas e outros fenômenos meteorológicos não previstos);

3- Controle da Execução das Atividades dos Projetos

É uma função essencial na gestão do projeto o controle da evolução do mesmo, monitorando continuamente durante toda sua trajetória, a quantidade já realizada e o tempo gasto na execução, comparando com a quantidade ainda a realizar e o prazo restante para concluir.
Isto possibilitará identificar-se a necessidade de tomadas de ações corretivas, quando forem verificados desvios negativos ou tendências dos mesmos virem a ocorrer, em relação ao que foi planejado.
O processo para monitoramento e controle do projeto deve contemplar as atividades relacionadas abaixo, que deverão ser executadas ciclicamente, durante toda a duração do projeto.
É uma tarefa em que cabe toda a equipe do projeto se empenhar e contribuir para que todas as atividades deste ciclo sejam executadas com perfeição, de forma a proporcionar que as otimizações no planejamento possam ser realizadas corretamente e venham a retornar os resultados esperados.

Conclusão

As diversas variações de escopos, metas e objetivos, não só dos clientes e sponsors, mas necessariamente também dos stakeholders, concomitantemente com a diversidade de fatores e nuanças envolvidas, as possibilidades de estratégias, critérios e diretrizes a adotar, que concedem aos projetos terem identidades únicas, tornam as estimativas de tempo dos projetos um desafio constante.
Requer utilizar-se muita “arte”, para se domar esse verdadeiro mosaico de perspectivas e os seus obstáculos naturais. Para tal, se faz necessário associar toda a expertise adquirida nessa atividade a metodologias consistentes, para superar as adversidades inerentes ao exercício da mesma.
Não se devem esperar acertos constantes nas estimativas de tempo. Aliás, ao contrário, conforme já foi dito, como são em sua essência “previsões”, elas estarão sempre mais propensas a falhas, que acertos.
Por isto, o controle e a monitoração ininterrupta são essenciais, para possibilitar a percepção dos desvios em tempo hábil e atuar em suas correções. Isto demanda, certamente, dedicação e aplicação das equipes, de seus planejadores e gerentes de projeto, na busca para encontrarem em conjunto as soluções mais apropriadas, para atender a cada tipo e situações de seus projetos.
Assim, devemos ter consciência que não há verdades absolutas, nem critérios definitivos e infalíveis a serem adotados nos projetos. As ações visando ampliar a capacitação e o aperfeiçoamento dos planejadores, para atualização dos conceitos e premissas a serem consideradas, deve ser uma preocupação constante nas empresas.

Referências Bibliográficas

Guia PMBOK®® / Um guia do conjunto de conhecimentos em Gerenciamento de Projetos – Terceira Edição © 2004 Project Management Institute, Four Campus Boulevard, Newtown Square, PA 19073-3299 EUA.
Baucaui, A.; Borba, D.; Silva, I.; Neves, R. Gerenciamento do Tempo em Projetos, 2ª. ed. Rio de Janeiro: FGV: 2007. 166 p.
Cleland, David; Ireland, Lewis. Gerência de Projetos, Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, 2002. 

Escopo do Projeto - aonde estou...e onde eu quero chegar !

Hoje irei descrever sobre a importância da gestão de escopo no projeto. O escopo de um projeto se apresenta como o ponto de partida para a realização de um determinado produto do projeto.

O gerenciamento do escopo do projeto irá definir os caminhos que o projeto tem que seguir para alcançar o seu objeto e o sucesso, e mais, Ricardo Vargas, PMP, afirma: “ - O escopo é tudo, é a reta que vá desde onde estou até onde eu quero chegar”.

O PMI® através do guia PMBOK® descreve o seguinte: “O gerenciamento do escopo trata principalmente da definição e controle do que é do que não está incluído no projeto”.

Quando se vai gerenciar um projeto, um dos grandes desafios do projeto é definir claramente os produtos e/ou serviços (marcos) relacionados aos seus objetivos, os quais serão entregues para o cliente, estabelecendo o escopo de trabalho que deve ser realizado pela equipe do projeto.

A feitura de um escopo detalhado, claro e conciso é imprescindível para garantir a satisfação do cliente e a eficácia do trabalho realizado e para evitar que o projeto se desvie do seu curso.  O escopo deve definir os objetivos a serem alcançados. Um grande desafio é identificar exatamente o que deve ser feito. Um escopo bem definido e bem controlado aumenta significativamente as chances de sucesso nos projetos. (Ricardo Vargas, PMP)

Os processos do gerenciamento do escopo do projeto são os seguintes:

a)     Planejamento do escopo;
b)     Definição do escopo;
c)     Criação da EAP;
d)     Verificação do escopo;
e)     Controle do escopo.


Planejamento do escopo

Definido por muitos como a parte mais importante de todas as áreas do conhecimento, o planejamento se resume na seguinte expressão: “O planejamento do escopo é, portanto, o processo de elaborar e documentar a estratégia para o desenvolvimento do trabalho (escopo) que irá gerar o produto do projeto”. (Carlos Magno Xavier, PMP)

O sucesso do projeto está atrelado à definição e o gerenciamento do escopo do projeto.
Cada projeto exige um uso cuidadoso de ferramentas, fontes de dados, metodologias, processos e procedimentos, e de outros fatores, para garantir que o esforço gasto nas atividades de determinação do escopo esteja de acordo com o tamanho, complexidade e importância do projeto.
Durante o processo de planejamento do escopo do projeto, é fundamental que comecemos pela definição do escopo do cliente, ou seja, que os produtos e serviços (marco), relacionados aos objetivos do projeto, serão entregues a ele.

Declaração do Escopo

A declaração de escopo é aonde são definidas as entregas do projeto e o trabalho para criar estas entregas. A declaração de escopo fornece um entendimento comum do escopo do projeto a todas as partes interessadas no projeto, bem como os principais objetivos do projeto.

A eficiência e eficácia da equipe de gerenciamento do projetos em planejar, gerenciar e controlar a execução do projeto pode ser determinada através do gerenciamento do escopo do projeto.

A declaração do escopo do projeto deverá ser composta no mínimo dos seguintes itens: objetivos, descrição do escopo do produto, requisitos, limites, entregas, critérios de aceitação de produtos, restrições, premissas, organização inicial, riscos iniciais, marcos do cronograma, limitação dos fundos, requisitos do gerenciamento de configuração do projeto, especificações do projeto, requisitos de aprovação, etc.

Criação da EAP

O PMBOK descreve: “A EAP é uma decomposição hierárquica orientada à entrega do trabalho a ser executado pela equipe do projeto, para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias. A EAP organiza e define o escopo total do projeto”.

Quando se cria uma EAP dentro do gerenciamento do escopo do projeto a visualização das entregas a visualização do projeto pelas partes interessadas no projeto se tornam mais fácil e mais claras, auxiliando no gerenciamento do projeto como um todo.

Verificação do escopo

“A verificação do escopo é o processo de obtenção da aprovação formal desse instrumento por parte dos envolvidos (stakeholders) responsáveis pela aceitação dos subprodutos do projeto. O objetivo é obter a aceitação. Talvez o nome ideal desse processo devesse ser aceitação do escopo”.

O processo de verificação do escopo tem um papel preponderante para a continuidade do projeto no caminho certo.

Controle do escopo

Durante a execução de um projeto, é inevitável a ocorrência da solicitação de mudança de escopo do projeto. Um fator crítico de sucesso do projeto é a condução do processo de mudança de escopo do projeto.

O processo de controle de mudanças no escopo é o processo responsável por, de forma organizada e controlada, receber as solicitação de mudança, avaliar seus impactos no projeto, obter sua aprovação a quem de direito e refletir as mudanças solicitadas e aprovadas na linha de base do projeto.

Com o plano de gerenciamento do escopo definido é hora de planejar as demais áreas de gerenciamento (tempo, custo, risco, comunicação, qualidade, aquisição, recursos humanos, integração). Esse planejamento é feito analisando cada pacote de trabalho da EAP.

Conclusão

O gerenciamento do escopo é a base para a construção dos demais processos de gerenciamento de projeto, pois sem o gerenciamento do escopo, torna-se muito complicado gerenciar a verificação e controle de custos, tempo e mudanças de escopo, pois não fica clara para as parte interessadas qual é o limite do projeto, quais são as premissas do projeto, quais os pacotes de trabalhos, quais são as entregas, etc.

A definição do escopo é, talvez, a parte mais importante do processo de definição e planejamento antecipado já que se não soubermos com certeza o que vamos estar fornecendo e quais são os limites do projeto, não teremos qualquer possibilidade de sucesso, pois se não tivermos realizado um bom trabalho para definir o escopo, o seu gerenciamento será quase impossível.

A definição do escopo de um projeto é uma dos etapas mais importantes da gestão de projetos, conforme já mencionado anteriormente, portanto podemos concluir que este processo dentro dos projetos de engenharia é o marco inicial para a execução dos serviços e/ou produtos.


Leitura Recomendada

PMI – Project Management Institute (Editor). PMBOK (Project Management Body of Knowledge) Guide – Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos – Quarta Edição, 2008.

Xavier, Carlos Magno da S. – Gerenciamento de Projetos: como definir e controlar o escopo do projeto/Carlos Magno da S. Xavier – São Paulo: Saraiva, 2006.

Xavier, Carlos Magno da S. – Metodologia de Gerenciamento de Projetos – Methodware:abordagem prática de como iniciar, planejar, executar, controlar e fechar projetos – Rio de Janeiro: Brasport, 2005.

Vargas, Ricardo Viana – Manual prático do plano de projeto: utilizando o PMBOK Guide / Ricardo Viana Vargas – 3. ed. Rev. – Rio de Janeiro: Brasport, 2007.